O que ele faz
Recebe o alerta, decide o que precisa saber, busca em EDR, identidade, rede e inventário, monta a linha do tempo e devolve um caso com hipótese e evidência. O analista entra para julgar e responder.
A diferença para um playbook de SOAR está em quem escolhe o caminho. O playbook executa uma sequência que alguém escreveu antes: se acontecer X, faça Y. O agente decide a cada caso qual pergunta fazer em seguida, e por isso lida com o alerta que ninguém previu.
Na prática os dois convivem. O agente interpreta e escolhe qual automação de SOAR disparar.
Onde ele acerta
Volume repetitivo com padrão estável. Falso positivo de EDR conhecido, login de país novo com viagem justificada, alerta de DLP em anexo que já foi liberado dez vezes. Aqui o agente devolve horas de analista por semana e não se cansa de madrugada.
Onde ele erra
Erra quando falta contexto de negócio, que é a lacuna mais cara. Ele sabe que o host teve tráfego anômalo; não sabe que aquele servidor emite nota fiscal e que derrubá-lo às 14h custa mais que o incidente.
E erra com confiança. A saída sai bem escrita mesmo quando a conexão é inventada, o que é pior do que sair confusa, porque não levanta suspeita.
Perguntas antes de dar credencial
Com qual identidade ele age, e o escopo é da tarefa ou herdado de um humano. Existe registro do raciocínio, não só do resultado. Qual ação exige aprovação. Como reverter. E quem responde pela decisão quando ele erra.
O agente lê conteúdo que terceiros escrevem, como tíquete e e-mail. Isso o torna alvo de prompt injection indireta, com as permissões que você deu a ele.