Reduzir a superfície de ataque para evitar incidentes

Como o attack surface management (ASM) ajuda a descobrir e reduzir o que sua empresa expõe antes que um atacante chegue lá primeiro.

· Douglas Santos · #ASM · #Vulnerabilidades · #Segurança Cibernética · #Prevenção · #Ransomware

Redução da superfície de ataque é o trabalho contínuo de diminuir o número de pontos que um adversário pode alcançar a partir da internet, desligando o que não precisa estar exposto e corrigindo o que precisa. É a metade menos discutida do ASM. Descobrir a exposição é barato; fechar cada uma delas é onde o programa encontra resistência da operação.

Em 2024 o ransomware seguiu entre as maiores ameaças à segurança digital. O custo médio global de uma violação de dados chegou a US$ 4,88 milhões, segundo o IBM Cost of a Data Breach Report 2024. A conta soma resposta a incidente, operação parada e dado perdido. No Brasil, o custo médio ficou em R$ 6,75 milhões por incidente.

Vulnerabilidade sem correção, ativo esquecido e exposição que ninguém mapeou continuam sendo a porta de entrada mais usada, em empresa de qualquer tamanho.

Cadeias comuns de ataque e vetores de acesso inicial

Segundo o MITRE ATT&CK Framework, ataques de ransomware e APTs seguem uma sequência estruturada, iniciando por técnicas de acesso inicial (TAxxxx). Entre os vetores mais comuns, destacam-se:

Principais vetores de ataque

A média global de tempo para corrigir uma vulnerabilidade crítica é de 123 dias. Nesse intervalo, o sistema sem correção fica disponível para exploração em larga escala, principalmente se a tecnologia afetada responder na internet.

O papel do ASM na prevenção de incidentes

O Attack Surface Management (ASM) é uma abordagem proativa que visa descobrir, mapear, monitorar e reduzir a superfície de ataque externa de uma organização. Plataformas de ASM operam continuamente para identificar ativos que podem estar expostos à internet e oferecer risco de exploração.

O que o ASM entrega

1. Descoberta contínua de ativos

Identifica automaticamente todos os ativos digitais expostos, incluindo:

Poucas organizações têm a lista completa da própria infraestrutura exposta. É essa lista que o ASM produz, e ele a refaz sozinho.

2. Mapeamento de vulnerabilidades e exposições

Após a descoberta, o ASM:

Essa visibilidade permite que as equipes de segurança priorizem correções com base no risco real.

3. Monitoramento contínuo

Diferente de varreduras pontuais, o ASM monitora continuamente:

Quando uma nova vulnerabilidade crítica é divulgada publicamente, o ASM alerta imediatamente se algum ativo da organização está exposto.

4. Priorização baseada em risco

Nem todas as vulnerabilidades representam o mesmo nível de risco. O ASM ajuda a priorizar com base em:

Isso permite que as equipes foquem nos riscos mais urgentes primeiro.

5. Redução do MTTR (Mean Time to Remediate)

Com alertas em tempo real e priorização clara, o ASM:

Organizações que usam ASM conseguem remediar vulnerabilidades críticas em dias, não meses.

Dashboard de Monitoramento Contínuo do ASM
Plataformas de ASM oferecem monitoramento contínuo com dashboards que exibem topologia de rede, alertas de vulnerabilidades, detecção de ameaças em tempo real e descoberta de ativos.

6. Conformidade e relatórios

O ASM também auxilia em:

Como o ASM cobre os vetores de ataque mais comuns

Vetor por vetor:

Contra Phishing (T1566)

Contra Exploitation of Public-Facing Applications (T1190)

Contra External Remote Services (T1133)

Contra Valid Accounts (T1078)

Contra Supply Chain Compromise (T1195)

Implementando ASM na sua organização

1. Escolha a plataforma

Procure por:

2. Defina o escopo

Determine quais ativos devem ser monitorados:

3. Estabeleça processos de resposta

Crie workflows claros para:

4. Integre com o que já existe

Conecte o ASM com:

5. Monitore e ajuste

Conclusão

Com o custo médio de uma violação em R$ 6,75 milhões e 123 dias de média para corrigir uma vulnerabilidade crítica, esperar o incidente para agir sai caro.

O Attack Surface Management trabalha nesse intervalo. Ele encontra o ativo esquecido e o shadow IT, acha a vulnerabilidade antes de quem está procurando por ela, ordena a fila por exposição real e encurta o tempo até a correção. É o que fecha, um a um, os vetores de acesso inicial listados acima.

Referências

Quer ver isso na sua própria superfície?

Agendar demonstração